A blefaroplastia é a cirurgia de remodelamento das pálpebras — um dos procedimentos mais realizados na oftalmologia e cirurgia plástica ocular. Pode ser indicada por razões funcionais (excesso de pele que prejudica a visão) ou estéticas (rejuvenescimento do olhar). Neste guia, o Dr. Vitor Torturella explica como funciona a cirurgia, as diferenças entre blefaroplastia superior e inferior, a recuperação, os custos e a cobertura por convênio.
Dr. Vitor Torturella — Especialista em Oculoplástica e Cirurgia Palpebral | CRM-RJ 901849 | RQE 31033
O que é blefaroplastia?
Blefaroplastia é o nome técnico para a cirurgia plástica das pálpebras. O procedimento remove excesso de pele, gordura herniada e, em alguns casos, reposiciona estruturas da região periocular para restaurar a funcionalidade e a aparência natural das pálpebras (Kanski, Clinical Ophthalmology, 9ª ed.).
É realizada por oftalmologistas especializados em oculoplástica ou por cirurgiões plásticos com experiência na região ocular.
Indicações: funcional vs. estética
A blefaroplastia pode ser indicada em duas situações principais:
- Funcional — quando o excesso de pele (dermatocálase) obstrui o campo visual superior. Neste caso, a cirurgia restaura a visão periférica e pode ser coberta pelo plano de saúde. Saiba mais sobre ptose palpebral.
- Estética — quando o objetivo é rejuvenescer o olhar, removendo bolsas de gordura, pele redundante ou rugas. Geralmente não coberta pelo convênio.
Em muitos casos, a indicação é mista — o paciente tem comprometimento funcional e também deseja melhora estética.
Tipos de blefaroplastia
Blefaroplastia superior
Remove excesso de pele e gordura da pálpebra superior. A incisão é feita no sulco natural da pálpebra, tornando a cicatriz praticamente imperceptível após a cicatrização. É o tipo mais comum e frequentemente indicado por razões funcionais.
Blefaroplastia inferior
Trata as bolsas de gordura e excesso de pele abaixo dos olhos. Pode ser realizada por via transcutânea (incisão logo abaixo dos cílios) ou transconjuntival (incisão interna, sem cicatriz visível). A via transconjuntival é preferível quando o objetivo é apenas remover ou reposicionar gordura, sem necessidade de retirar pele.
Como funciona a cirurgia?
A blefaroplastia é um procedimento ambulatorial, com duração de 40 minutos a 1 hora e meia, dependendo de ser superior, inferior ou combinada. A anestesia é local com sedação na maioria dos casos.
- Marcação — o cirurgião demarca a quantidade de pele a ser removida com precisão milimétrica.
- Incisão — seguindo a marcação, no sulco natural (superior) ou junto aos cílios (inferior).
- Remoção ou reposição — excesso de pele, músculo orbicular (quando necessário) e gordura herniada.
- Sutura — pontos finos que são removidos em 5 a 7 dias.
Recuperação da blefaroplastia
A recuperação da blefaroplastia costuma ser bem tolerada:
- Primeiras 48h — compressas frias, edema e equimose (roxo) são esperados. Repouso relativo.
- 5-7 dias — remoção dos pontos. Edema diminui significativamente.
- 2-3 semanas — a maior parte do roxo desaparece. Maquiagem leve liberada.
- 1-3 meses — resultado final se consolida. Cicatriz amadurece e torna-se quase invisível.
Quanto custa e o convênio cobre?
O custo da blefaroplastia varia conforme a complexidade. Consulte nosso guia de preços da blefaroplastia no RJ.
Cobertura pelo convênio: a blefaroplastia funcional (com campimetria demonstrando obstrução do campo visual) é coberta pela maioria dos planos. A estética geralmente não é coberta. Veja quais planos atendemos.
Perguntas frequentes sobre blefaroplastia
A blefaroplastia deixa cicatriz visível?
Na blefaroplastia superior, a incisão é feita no sulco natural da pálpebra — a cicatriz fica escondida quando os olhos estão abertos. Na inferior transconjuntival, não há cicatriz externa. Na inferior transcutânea, a cicatriz fica junto à linha dos cílios e torna-se imperceptível em poucas semanas.
Qual a idade ideal para fazer blefaroplastia?
Não existe idade mínima ou máxima fixa. A maioria dos pacientes tem entre 40 e 70 anos. A indicação depende da presença de excesso de pele ou gordura, não da idade cronológica. Pacientes mais jovens com bolsas de gordura hereditárias também podem se beneficiar.
O resultado da blefaroplastia é permanente?
O resultado dura muitos anos, mas o envelhecimento natural continua. A pele pode voltar a ceder com o tempo, embora geralmente leve 10 a 15 anos para que uma nova intervenção seja considerada.
A blefaroplastia pode ser feita junto com outros procedimentos?
Sim. É comum associar a blefaroplastia com correção de ptose palpebral, lifting de sobrancelha ou procedimentos não cirúrgicos como toxina botulínica e preenchimento.
Quem não pode fazer blefaroplastia?
Contraindicações incluem: olho seco severo não controlado, doenças autoimunes ativas que afetam a cicatrização, distúrbios de coagulação, hipertireoidismo descompensado (doença de Graves) e expectativas irrealistas. Cada caso é avaliado individualmente na consulta.
Conteúdo revisado pelo Dr. Vitor Torturella — Oftalmologista e Cirurgião Oculoplástico, CRM-RJ 901849. Membro da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular (SBCPO). Última atualização: fevereiro de 2026.
Referências: Kanski, Clinical Ophthalmology, 9ª ed.; Yanoff & Duker, Ophthalmology, 5ª ed.; SBCPO — Diretrizes de Cirurgia Oculoplástica; Sociedade Brasileira de Oftalmologia.
Este conteúdo é de caráter informativo e educativo. Não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico individualizado. Consulte sempre um oftalmologista para orientações específicas ao seu caso.
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