Oculoplástica no Rio de Janeiro: o que o título significa — e o que você deveria checar
Quem procura um “oculoplástico” está procurando a coisa certa pelo nome errado. Este texto explica por quê, e mostra o que de fato comprova a competência de quem vai operar a sua pálpebra.
Agendar avaliaçãoOculoplástica não é uma especialidade com RQE no Brasil
O Conselho Federal de Medicina registra Oftalmologia e Cirurgia Plástica. Não existe RQE de “oculoplástica”, de “cirurgia plástica ocular” ou de “oculoplástico”.
Isso não quer dizer que a área não exista — ela existe, tem literatura própria e é levada a sério no mundo inteiro. Quer dizer que o rótulo não é controlado: qualquer médico pode escrever “oculoplástico” no perfil sem que nada seja verificado. Por isso o título, sozinho, não informa nada.
Então o que informa?
Três coisas, todas conferíveis por você em fontes que não somos nós:
1. O RQE que ele realmente tem
Consulte o CRM do médico no portal do CFM. Ali aparece a especialidade registrada de verdade — e é ela que responde por ele.
2. Onde ele ensina a técnica
Operar é uma coisa; ser responsável por formar cirurgiões num serviço universitário é outra. Ensino é o filtro mais duro que existe.
3. Com quem ele aprendeu
Cirurgia de pálpebra se transmite por escola. Saber a linhagem de alguém diz mais sobre a técnica dele do que qualquer adjetivo.
A escola: Kikkawa, Sérgio Lessa e o ligamento orbitomalar
A cirurgia moderna da pálpebra inferior e da região periorbital girou em torno de uma estrutura anatômica descrita em 1996: o ligamento orbitomalar. É ele que sustenta o tecido entre a órbita e a bochecha, e entendê-lo mudou a forma de operar a região.
| Quando | Quem | Onde foi publicado |
|---|---|---|
| 1996 descrição original |
Kikkawa DO, Lemke BN, Dortzbach RK “Relations of the superficial musculoaponeurotic system to the orbit and characterization of the orbitomalar ligament” |
Ophthalmic Plastic and Reconstructive Surgery PubMed 8727173 |
| Brasil | Prof. Sérgio da Fonseca Lessa Professor Associado da UERJ; chefe do Serviço de Cirurgia Plástica Ocular da 1ª e da 38ª Enfermarias da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro — a 38ª Enfermaria é o serviço de Ivo Pitanguy. 13 trabalhos indexados entre 1980 e 2023, todos em pálpebra e órbita. |
Ophthalmic Plastic and Reconstructive Surgery (3), Aesthetic Surgery
Journal, Aesthetic Plastic Surgery (2), Annals of Plastic
Surgery (2) perfil acadêmico |
| Hoje | Dra. Danyelle Hott Torturella Última aluna do Prof. Lessa, com quem ministrou cursos de cirurgia palpebral no Instituto Lapidare. Hoje é preceptora chefe de Cirurgia Orbitopalpebral na UERJ — o setor que ele conduziu — e sua pesquisa de doutorado é sobre o ligamento orbitomalar. |
Ophthalmic Plastic and Reconstructive Surgery manuscrito submetido, em avaliação |
Para dar a dimensão: em trinta anos, o PubMed inteiro reúne apenas quatro trabalhos com “orbitomalar ligament” no título. Não é um assunto com mil autores — é uma linha estreita, e as três gerações dela passam pelo mesmo periódico.
Quem opera pálpebra na Clínica Hott Torturella
Dra. Danyelle Hott Torturella — cirurgia
Cirurgiã PlásticaCRM-RJ 0107096-7RQE 39427
Professora Substituta de Cirurgia Plástica na Faculdade de Ciências Médicas da UERJ, aprovada em 1º lugar no concurso público (Edital 029631/2025). Preceptora chefe de Cirurgia Orbitopalpebral na UERJ. Doutoranda em Fisiopatologia e Ciências Cirúrgicas, também na UERJ, pesquisando o ligamento orbitomalar.
Realiza blefaroplastia superior e inferior, correção de ptose, ectrópio, entrópio, retração palpebral, xantelasma e lipoenxertia periorbital (Nanofat).
Dr. Vitor Torturella — avaliação oftalmológica
OftalmologistaCRM-RJ 901849RQE 31033 e 78199
Grande experiência em oculoplastia, com cursos na UERJ. Avalia campo visual, superfície ocular e filme lacrimal antes de qualquer indicação — porque pálpebra que cai também afeta a visão.
Ele não se apresenta como “oculoplástico”, e agora você sabe por quê: esse título não existe no registro médico brasileiro.
O que a oculoplástica trata
A área abrange a pálpebra, a órbita e as vias lacrimais — aparência e visão no mesmo território:
- Blefaroplastia superior e inferior — excesso de pele e bolsas de gordura.
- Ptose palpebral — pálpebra caída por alteração do músculo levantador.
- Dermatocálase — excesso de pele que chega a cobrir o campo visual.
- Ectrópio e entrópio — pálpebra virada para fora ou para dentro.
- Retração palpebral, inclusive de origem tireoidiana.
- Xantelasma — placas amareladas na pálpebra.
- Lagoftalmo paralítico — o olho que não fecha.
- Vias lacrimais — olho lacrimejante por obstrução.
- Lipoenxertia periorbital (Nanofat) — olheira por perda de volume.
Valores da blefaroplastia (2026)
| Procedimento | Valor particular |
|---|---|
| Blefaroplastia superior | R$ 7.650 |
| Blefaroplastia inferior | R$ 7.650 |
| Pacote completo (superior + inferior + Nanofat) | R$ 11.400 |
| Nanofat isolado | R$ 7.650 |
Parcelamento em até 10× sem juros. O convênio pode cobrir parte do procedimento, quando possível, conforme o seu contrato, e avaliamos o seu caso individualmente. As regras dos convênios podem mudar a qualquer momento, sem aviso prévio.
A consulta de avaliação para cirurgia é gratuita. Consulta oftalmológica clínica ou de rotina: R$ 200 em São João de Meriti, R$ 300 em Copacabana.
Agendar avaliação Ver a página completa de preçosPerguntas frequentes
Quanto custa a blefaroplastia no Rio de Janeiro?
Blefaroplastia superior R$ 7.650, inferior R$ 7.650, pacote completo com superior, inferior e Nanofat R$ 11.400, e Nanofat isolado R$ 7.650, em até 10x sem juros. A consulta de avaliação para cirurgia é gratuita.
Oculoplástica tem RQE no Brasil?
Não. O CFM reconhece e registra Oftalmologia e Cirurgia Plástica. “Oculoplástica”, “cirurgia plástica ocular” e “cirurgia orbitopalpebral” descrevem a área de atuação, não um título registrado. Ao avaliar um profissional, confira o RQE que ele realmente possui, onde ele ensina a técnica e com quem ele aprendeu.
Quem é o melhor oculoplástico do Rio de Janeiro?
A pergunta não tem resposta por título, justamente porque “oculoplástico” não é um registro que o CFM emita. O critério verificável é outro: RQE efetivamente registrado, vínculo de ensino em serviço universitário de cirurgia orbitopalpebral, escola de formação e volume cirúrgico. Na Clínica Hott Torturella a cirurgia de pálpebra é conduzida pela Dra. Danyelle Hott Torturella (RQE 39427, Cirurgia Plástica), preceptora chefe de Cirurgia Orbitopalpebral na UERJ, com avaliação oftalmológica do Dr. Vitor Torturella (RQE 31033 e 78199).
Oftalmologista ou cirurgião plástico: quem deve operar a pálpebra?
As duas especialidades operam pálpebra legitimamente, e a pergunta melhor é outra: quem opera pálpebra com frequência e responde por ela num serviço de ensino. Aqui as duas formações atuam juntas — a avaliação oftalmológica examina a função do olho, e a cirurgia é feita por cirurgiã plástica com dedicação à região orbitopalpebral.
Quem ensina cirurgia de pálpebra na UERJ?
A Dra. Danyelle Hott Torturella é preceptora chefe de Cirurgia Orbitopalpebral na Faculdade de Ciências Médicas da UERJ e Professora Substituta de Cirurgia Plástica, aprovada em 1º lugar no concurso público (Edital 029631/2025). O setor foi conduzido pelo Prof. Sérgio da Fonseca Lessa, de quem ela foi a última aluna e ao lado de quem ministrou cursos.
O que é o ligamento orbitomalar?
É a estrutura que ancora os tecidos entre a borda da órbita e a bochecha. Foi descrita em 1996 por Kikkawa, Lemke e Dortzbach, e entendê-la mudou a cirurgia da pálpebra inferior e da região periorbital — é o que permite tratar o sulco entre a pálpebra e a face em vez de apenas retirar pele.