Glaucoma: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento em 2026

Fundoscopia para diagnóstico de glaucoma — Dr. Vitor Torturella oftalmologista, São João de Meriti RJ

O glaucoma é uma doença do nervo óptico que causa perda progressiva e irreversível da visão — e na maioria dos casos não apresenta sintomas até fases avançadas. O diagnóstico precoce por exame oftalmológico regular é a forma mais eficaz de prevenir a cegueira por glaucoma.

Dr. Vitor Torturella | CRM-RJ 901849 | Oftalmologista

Por que o glaucoma é chamado de ladrão silencioso da visão

O tipo mais comum (glaucoma de ângulo aberto) não dói, não embaça a visão central e não causa sintoma perceptível no início. A perda começa pela visão periférica — o paciente compensa girando a cabeça sem perceber. Quando nota a perda visual, o dano ao nervo óptico já é significativo.

Estima-se que metade dos portadores de glaucoma no mundo não sabe que tem a doença. No Brasil, é a principal causa de cegueira irreversível.

Tipos de glaucoma

Glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA) — o mais frequente (80-90% dos casos). Pressão intraocular (PIO) elevada danifica progressivamente o nervo óptico. Evolução lenta, silenciosa. Fatores de risco: idade > 40 anos, histórico familiar, miopia elevada, raça negra.

Glaucoma de ângulo fechado — a drenagem do humor aquoso é bloqueada anatomicamente. Pode causar crises agudas (dor intensa, vermelhidão, visão turva, halos, náusea) — emergência oftalmológica. Mais comum em hipermétropes e asiáticos.

Glaucoma de pressão normal — dano ao nervo óptico com PIO dentro da faixa estatisticamente normal. Sugere que o nervo é mais vulnerável a pressões “normais”. Exige monitoramento rigoroso.

Glaucoma congênito — presente ao nascimento. Sinais: olhos grandes, lacrimejamento, fotofobia no bebê. Tratamento cirúrgico precoce.

Glaucoma secundário — causado por outra condição: trauma, uveíte, uso prolongado de corticoide, catarata avançada, diabetes.

Diagnóstico: quais exames são necessários

O diagnóstico do glaucoma não depende apenas da pressão intraocular. Envolve um conjunto de exames:

  • Tonometria — mede a pressão intraocular (normal: 10-21 mmHg, mas glaucoma pode ocorrer com pressão normal)
  • Fundoscopia — avalia o nervo óptico diretamente (escavação, assimetria)
  • OCT de nervo óptico e camada de fibras nervosas — imagem objetiva da estrutura do nervo. Detecta dano antes de o campo visual mudar
  • Campimetria (campo visual) — mapeia a função visual. Identifica áreas de perda periférica
  • Paquimetria — mede a espessura da córnea (córneas finas podem mascarar pressão real)
  • Gonioscopia — avalia o ângulo de drenagem (ângulo aberto vs. fechado)

A combinação de exames estruturais (OCT) e funcionais (campimetria) é o padrão-ouro para diagnóstico e acompanhamento.

Tratamento: colírios, laser e cirurgia

1. Colírios — primeira linha na maioria dos casos. Reduzem a pressão intraocular por diminuir a produção ou aumentar a drenagem do humor aquoso. Classes principais: prostaglandinas, betabloqueadores, alfa-agonistas, inibidores da anidrase carbônica. O uso é crônico (para a vida toda) e a adesão é fundamental.

2. Laser (SLT / trabeculoplastia seletiva) — procedimento ambulatorial de 5 minutos. O laser estimula a drenagem natural do olho. Pode ser primeira opção ou complementar os colírios. Efeito dura 3-5 anos em média, podendo ser repetido.

3. Cirurgia — indicada quando colírios + laser não controlam a pressão ou o dano progride. Técnicas incluem trabeculectomia, implante de tubo (válvula), e os MIGS (cirurgias minimamente invasivas de glaucoma). A escolha depende do tipo e gravidade.

Fatores de risco

  • Idade acima de 40 anos
  • Histórico familiar de glaucoma (risco 4-9x maior)
  • Pressão intraocular elevada
  • Raça negra ou hispânica
  • Miopia elevada
  • Córnea fina
  • Uso crônico de corticoides (colírio, pomada ou sistêmico)
  • Diabetes e hipertensão

Perguntas frequentes

Glaucoma tem cura?

Não tem cura, mas tem controle. O tratamento (colírios, laser, cirurgia) preserva a visão existente. O dano já causado ao nervo óptico é irreversível — por isso o diagnóstico precoce é fundamental.

Qual a frequência dos exames para quem tem glaucoma?

A cada 3-6 meses para pressão e avaliação clínica. OCT e campimetria a cada 6-12 meses para monitorar progressão. A frequência é individualizada conforme a gravidade.

Posso ficar cego por glaucoma?

Se não tratado, sim. O glaucoma é a principal causa de cegueira irreversível no Brasil. Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, a maioria dos pacientes mantém visão funcional por toda a vida.

Usar colírio para sempre é obrigatório?

Na maioria dos casos, sim. O glaucoma é crônico e o controle pressórico precisa ser contínuo. O laser SLT pode reduzir ou eliminar a necessidade de colírios em alguns pacientes.

Quem tem glaucoma pode operar catarata?

Sim. A cirurgia de catarata em pacientes com glaucoma exige planejamento, mas é rotineira. Em alguns casos, é possível combinar cirurgia de catarata com procedimento para glaucoma (MIGS) na mesma sessão.

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O Dr. Vitor Torturella realiza avaliação completa para glaucoma no Rio de Janeiro — com OCT, campimetria e tonometria. Diagnóstico precoce é a melhor forma de proteger sua visão.

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Escrito pelo Dr. Vitor Torturella (CRM-RJ 901849).


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Dr. Vitor Torturella — Oftalmologista Rio de Janeiro

Dr. Vitor Torturella

Oftalmologista · Cirurgião Plástico Ocular

CRM-RJ 901849 • RQE Nº 31033 • RQE Nº 78199

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