Cirurgia Refrativa a Laser: Trans PRK, LASIK e PRK — Qual é a Melhor em 2026?

Dr. Vitor Torturella realizando cirurgia refrativa LASIK — São João de Meriti RJ


Para a maioria dos pacientes que buscam se livrar dos óculos com laser, existem três opções: Trans PRK, PRK clássico e LASIK. A diferença fundamental está em como cada técnica acessa a córnea — e essa diferença importa para a segurança a longo prazo. Este guia foi elaborado pelo Dr. Vitor Torturella (CRM-RJ 901849), oftalmologista com +3.000 cirurgias realizadas e título-especialista pelo CBO — com base na literatura científica atual.

Dr. Vitor Torturella | CRM-RJ 901849 | RQE: 31033
Oftalmologista especialista em cirurgia ocular. Medicina pela UNIRIO (aprovado em 1º lugar). Residência em Oftalmologia no Hospital Federal da Lagoa (1º lugar). Título-especialista pelo CBO e MEC. Validado como médico nos EUA (ECFMG). Diretor Médico do Instituto Médico Viver. +3.000 cirurgias realizadas.

O que é cirurgia refrativa a laser?

Cirurgia refrativa a laser é o procedimento que corrige erros de refração — miopia, hipermetropia e astigmatismo — remodelando a curvatura da córnea com feixes de laser excimer. O objetivo é eliminar ou reduzir a dependência de óculos e lentes de contato.

O laser excimer atua na córnea com precisão de microns, removendo tecido calculado com base nos exames pré-operatórios (topografia, aberrometria e paquimetria). O resultado: a córnea passa a focar a luz diretamente na retina, sem a necessidade de lentes corretivas.

A distinção entre as técnicas está na forma de acessar o estroma corneano — a camada onde o laser faz a correção.

As três técnicas: Trans PRK, PRK e LASIK

Característica Trans PRK / ORK PRK Clássico LASIK
Instrumento físico no olho? ❌ Não — só laser ⚠️ Espátula remove epitélio ⚠️ Microcerátomo ou laser femto cria flap
Como o epitélio é removido? Laser ablação direta Raspagem mecânica Dobrado junto com o flap
Flap corneano? ❌ Não existe ❌ Não existe ✅ Criado e recolocado
Risco de complicação do flap? Zero (sem flap) Zero (sem flap) Presente: deslocamento, ectasia, flap incompleto
Desconforto pós-op (1ª semana) Moderado (3-5 dias) Moderado-intenso Mínimo
Visão estável 7-14 dias 7-14 dias 1-3 dias
Graus tratáveis Miopia até -12D, astig até -5D Miopia moderada Miopia até -12D, hipermetropia até -4D
Ideal para Quem prioriza segurança a longo prazo Casos específicos Quem precisa de recuperação visual rápida

Trans PRK: nenhum instrumento toca seu olho

O Trans PRK (também chamado de ORK-CAM, LASEK transepitelial ou PRK transepitelial) é a técnica onde apenas o laser age na córnea. O procedimento acontece em dois momentos consecutivos, sem interrupção:

  1. Primeiro: o laser excimer remove o epitélio — a fina camada superficial da córnea. Esse passo substitui a raspagem mecânica do PRK clássico e a criação do flap do LASIK.
  2. Segundo: na sequência imediata, o mesmo laser realiza a ablação refrativa, remodelando o estroma corneano para corrigir o grau.

O resultado: todo o procedimento é executado sem que nenhum instrumento físico entre em contato direto com a córnea. Segundo Kanski (Clinical Ophthalmology, 9ª edição), a ablação transepitelial pelo laser representa um avanço técnico significativo exatamente por eliminar a variabilidade da remoção manual do epitélio — cada ablação é guiada pelo laser com precisão calculada.

Uma lente de contato terapêutica é colocada ao final da cirurgia, protegendo a córnea enquanto o epitélio se regenera naturalmente nos primeiros 4 a 5 dias.

LASIK: a técnica mais conhecida — e o flap que ela cria

O LASIK é a técnica de cirurgia refrativa mais realizada no mundo. Sua vantagem é a recuperação visual rápida: na maioria dos casos, o paciente enxerga bem no dia seguinte. O desconforto pós-operatório é mínimo na primeira semana.

Para isso, o LASIK usa uma etapa que o Trans PRK não tem: a criação de um flap — uma “tampa” circular de tecido corneano que é levantada, o laser faz a correção no leito estromal por baixo, e então o flap é recolocado no lugar, colando pela pressão intraocular e tensão superficial.

O flap é o que garante a recuperação rápida — mas também é a fonte das complicações específicas do LASIK. Conforme documentado em Yanoff (Ophthalmology, 2ª ed., cap. 21), as complicações associadas ao flap incluem:

  • Deslocamento do flap: trauma ocular leve pode deslocar o flap anos após a cirurgia
  • Flap incompleto: em casos raros, o corte não ocorre como planejado, exigindo interrupção do procedimento
  • Ectasia corneana pós-LASIK: enfraquecimento progressivo da córnea, mais frequente quando a espessura residual do estroma é insuficiente
  • Irregularidades topográficas: ilhas centrais, decentração e astigmatismo irregular associados a complicações do flap

Isso não significa que LASIK é perigoso — é uma cirurgia segura quando bem indicada. Significa que as complicações do flap são uma categoria de risco específica do LASIK que simplesmente não existe no Trans PRK.

Por que o Trans PRK é a técnica preferida no Instituto Médico Viver

O Dr. Vitor Torturella realiza predominantemente o Trans PRK por uma razão clínica objetiva: a ausência do flap elimina toda uma categoria de complicações tardias. Para pacientes que praticam esportes de contato, trabalham em atividades que expõem o rosto a impactos, ou simplesmente querem a técnica com menor risco de intercorrência a longo prazo, o Trans PRK é a escolha com melhor perfil de segurança.

O lado prático: a primeira semana com Trans PRK é mais desconfortável do que com LASIK. Há ardência, fotofobia e lacrimejamento nos primeiros 3 a 5 dias — esperados e controlados com colírios e analgésicos. A partir do 5º dia, com a retirada da lente terapêutica, o desconforto reduz progressivamente. A qualidade visual final, com o olho completamente cicatrizado, é equivalente ou superior ao LASIK — sem o flap permanente na córnea.

Para pacientes que precisam de recuperação visual ultrarrápida (cirurgiões operando em dias, motoristas profissionais em pausa curta), o LASIK pode ser indicado. A decisão é individualizada na avaliação pré-cirúrgica.

Quem pode fazer cirurgia refrativa a laser?

A indicação depende da avaliação oftalmológica completa. Os critérios gerais são:

  • Idade: mínimo 21 anos (grau em formação em pacientes mais jovens)
  • Estabilidade do grau: sem variação por pelo menos 12 meses
  • Espessura de córnea adequada: verificada por paquimetria — cirurgias de grau muito alto demandam córnea mais espessa
  • Ausência de ceratocone: doença de enfraquecimento progressivo da córnea que contraindica absolutamente qualquer técnica a laser
  • Olho seco significativo: pode ser contraindicação relativa, avaliada caso a caso
  • Graus tratáveis: miopia até -12D, hipermetropia até +4D, astigmatismo até -5D (conforme Kanski)

A avaliação pré-cirúrgica inclui: topografia de córnea, paquimetria (espessura), aberrometria (mapa de aberrações ópticas), biomicroscopia, e medida do olho seco.

Recuperação semana a semana

Trans PRK — cronograma esperado

  • Dia 0 (cirurgia): Procedimento dura ~5 minutos por olho. Lente de contato terapêutica colocada. Colírios anestésicos e antibióticos iniciados.
  • Dias 1-3: Desconforto moderado a intenso — ardência, fotofobia, lacrimejamento. Repouso em casa. Óculos escuros. Analgésicos conforme necessário. A lente terapêutica protege a córnea durante a regeneração do epitélio.
  • Dias 4-5: Retirada da lente terapêutica no consultório (epitélio regenerado). O desconforto reduz significativamente a partir deste momento.
  • Semana 1-2: Visão começa a clarear progressivamente. A maioria dos pacientes já consegue trabalhar normalmente. Colírios corticoides e lubrificantes continuam.
  • Mês 1: Visão estável para atividades cotidianas. Evitar esforço físico intenso e exposição a piscinas/mar.
  • Meses 1-3: Remodelação corneana em andamento. A visão pode flutuar levemente — é esperado. Resultado final avaliado com 3 meses.

LASIK — cronograma para comparação

  • Dias 1-2: Boa visão já no dia seguinte. Desconforto mínimo — coceira leve, sensação de areia.
  • Semana 1: Retorno às atividades normais. Evitar esfregar os olhos (proteção do flap).
  • Meses 1-3: Estabilização. Cuidados permanentes com trauma ocular.
  • Longo prazo: O flap permanece na córnea para sempre — qualquer trauma forte pode deslocá-lo décadas depois.

Perguntas frequentes sobre cirurgia refrativa

Qual a diferença entre Trans PRK, PRK e LASIK?

No Trans PRK, apenas o laser age no olho: remove o epitélio e corrige a curvatura da córnea sem nenhum instrumento físico. No LASIK, um microcerátomo ou laser femtossegundo cria um flap (tampa) antes da correção, que é recolocado ao final. O PRK clássico remove o epitélio com instrumento mecânico. Trans PRK elimina tanto o flap quanto a raspagem manual.

A cirurgia Trans PRK dói?

Durante a cirurgia, não — anestesia local em colírio elimina a dor. Nos primeiros 3 dias há desconforto, ardência e fotofobia, controlados com analgésicos e a lente de contato terapêutica que protege o olho enquanto o epitélio se regenera. A partir do 4º-5º dia o desconforto reduz significativamente.

Quanto tempo para enxergar bem após o Trans PRK?

A maioria dos pacientes tem boa visão funcional entre 7 e 14 dias. A visão estabiliza completamente em 1 a 3 meses, quando a córnea completa a remodelação. O LASIK oferece recuperação visual mais rápida (1-2 dias), mas o Trans PRK atinge resultado final equivalente.

Quem pode fazer cirurgia refrativa a laser?

Pacientes com mais de 21 anos, grau estabilizado por pelo menos 1 ano, córnea com espessura adequada, sem ceratocone ou outras contraindicações corneanas. A avaliação pré-cirúrgica completa é obrigatória — topografia, paquimetria e aberrometria determinam a indicação correta.

Quanto custa a cirurgia refrativa no Rio de Janeiro em 2026?

Os valores variam conforme a técnica e a clínica. O parcelamento facilita o planejamento — no Instituto Médico Viver, o pagamento pode ser dividido em até 18x sem juros. A avaliação presencial confirma a indicação e o valor específico para o seu caso.

O plano de saúde cobre cirurgia refrativa?

Na maioria dos casos, planos não cobrem cirurgia refrativa estética. Exceções existem quando há indicação funcional médica (amblíopia, anisometropia significativa). Uma avaliação é necessária para verificar a possibilidade de cobertura.

Trans PRK é para quem não pode fazer LASIK?

Não necessariamente. O Trans PRK é indicado por escolha clínica — não apenas como alternativa ao LASIK para córneas finas. Pacientes que praticam esportes de contato, que desejam eliminar completamente o risco do flap, ou que têm contraindicação ao LASIK são candidatos primários ao Trans PRK.

Como agendar sua avaliação

A avaliação pré-cirúrgica é o passo obrigatório antes de qualquer cirurgia refrativa. Nela, o Dr. Vitor Torturella realiza os exames completos, determina a indicação correta — Trans PRK, LASIK ou outra opção — e apresenta o plano cirúrgico personalizado.

Os valores são apresentados na avaliação e sujeitos a confirmação conforme o caso individual.

Agende sua avaliação com o Dr. Vitor Torturella

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Escrito pelo Dr. Vitor Torturella (CRM-RJ 901849).


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Dr. Vitor Torturella — Oftalmologista Rio de Janeiro

Dr. Vitor Torturella

Oftalmologista · Cirurgião Plástico Ocular

CRM-RJ 901849 • RQE Nº 31033 • RQE Nº 78199

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