Dr. Vitor Torturella | CRM-RJ 901849 | RQE: 31033
Oftalmologista com +3.000 cirurgias. Medicina UNIRIO (1º lugar). Residência Oftalmologia HFL (1º lugar). Título CBO e MEC. Validado EUA (ECFMG). Diretor Médico Instituto Médico Viver.
Intolerância a lentes de contato é mais comum do que parece: estudos internacionais estimam que 12% a 27% dos usuários abandonam as lentes a cada ano — a maioria por desconforto crescente. Se as suas lentes, que antes eram confortáveis, hoje ardem, ressecam ou não passam das 18h, este guia é para você. O Dr. Vitor Torturella (CRM-RJ 901849) explica os sinais, as causas e as alternativas — da troca de material à cirurgia refrativa.
Sinais de que a lente não está mais funcionando para você
- Sensação de areia ou ressecamento que piora ao longo do dia;
- Vermelhidão frequente ao remover as lentes;
- Horas de uso confortável cada vez menores (“às 16h eu já não aguento”);
- Coceira e secreção ao acordar;
- Visão que embaça e “limpa” ao piscar (filme lacrimal instável);
- Dependência crescente de colírios lubrificantes para chegar ao fim do dia.
Por que a intolerância aparece
- Olho seco — a causa número 1. A lente compete com a córnea pela lágrima; quando a produção ou a qualidade da lágrima cai (idade, telas, ar-condicionado, medicações), o conforto desaba;
- Conjuntivite papilar gigante (GPC) — reação inflamatória da pálpebra ao atrito e aos depósitos da lente;
- Uso excessivo — mais horas por dia e mais anos de uso do que a superfície ocular tolera;
- Material ou regime inadequados — lentes de baixa transmissão de oxigênio, troca menos frequente que o indicado;
- Ambiente — telas (piscamos menos), ar-condicionado, poluição.
Os riscos de insistir na lente que incomoda
Ignorar o desconforto tem preço. O uso de lentes sobre um olho inflamado ou ressecado aumenta o risco de ceratite e úlcera de córnea — infecções que podem deixar sequela visual. Os hábitos que mais elevam o risco: dormir com as lentes, contato com água (piscina, mar, banho) e esticar a vida útil além do indicado. Se o olho está frequentemente vermelho e irritado com a lente, ele está avisando.
Alternativas: da troca de material à cirurgia refrativa
- Tratar a causa — olho seco e GPC têm tratamento; às vezes o conforto volta;
- Trocar material ou regime — lentes diárias descartáveis ou materiais mais modernos resolvem parte dos casos;
- Reduzir horas de lente + óculos — alternância estratégica para “descansar” a superfície ocular;
- Cirurgia refrativa — para quem é candidato, elimina a causa do problema: sem lente, sem atrito, sem depósito. Muitos dos pacientes mais satisfeitos com a cirurgia são justamente ex-usuários de lentes que não toleravam mais — veja se você é candidato e o que dizem os estudos sobre segurança.
Detalhe importante: quem vai fazer os exames pré-operatórios precisa suspender as lentes antes (cerca de 7 dias para gelatinosas, 2-3 semanas para rígidas), para a córnea voltar ao formato natural.
Perguntas frequentes sobre intolerância a lentes
Posso voltar a usar lentes depois de uma pausa?
Depende da causa. Uso excessivo e material inadequado: pausa + troca costumam ajudar. Olho seco estrutural ou alergia persistente: a intolerância tende a voltar.
Lente rígida resolve?
Às vezes — transmite mais oxigênio e acumula menos depósito, mas exige adaptação e não serve para todos os quadros.
Dormir com lente faz mal?
Com lentes não indicadas para uso contínuo, o risco de infecção de córnea sobe várias vezes.
Quanto tempo sem lente antes dos exames da cirurgia?
~7 dias (gelatinosas) ou 2-3 semanas (rígidas) antes da topografia — o cirurgião define o prazo exato.
Agendar avaliação
Desconforto crescente com lentes tem causa — e tem solução, que varia de um colírio ao fim definitivo da dependência de lentes. Na consulta, o Dr. Vitor Torturella avalia a sua superfície ocular, trata a causa e, se for do seu interesse, verifica com exames se a cirurgia refrativa é um caminho seguro para o seu caso.



